Compre na Amazon com meu link

Mostrando postagens com marcador Divagação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Divagação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de março de 2016

Eu me sinto como Pink e Cérebro!


Sim! Eu quero dominar o mundo, o mundo dos livros e das artes. Esse é meu pensamento toda noite. Como sou uma pessoa que começa a ficar desperta lá pelas 22 horas da noite, chega um momento que penso que numa madrugada posso ler todos os livros da minha estante e ainda terminar de ver uma série e ainda costurar e ainda ver um filme e ainda escrever um livro. Sim, eu posso dominar o mundo.

Fico num alvoroço só, até parece que tomei energético, fui pra academia, dancei zumba, depois levei um choque e não durmo há 48 horas.

Então começo costurando e vendo uma série ao mesmo tempo, terminou a série passo para o filme. Agora falta só ler os livros da estante. Escrever um livro fica para outra noite. Então começa a saga de escolher o livro da estante. Já que tenho a madrugada inteira posso passar um bom tempo analisando qual livro vou escolher. Daí arruma, muda de lugar e finalmente escolho o sortudo exemplar, depois de um hora. 

Apesar de eu ter uma madrugada toda para ler (mesmo tendo que trabalhar no dia seguinte) eu ainda escolho um livro bem fininho. Agora pergunto por quê? Por quê criatura? Porque sou a louca dos números. Gosto de ler vários livros, bater meu recorde todo ano. As grandes obras me travam mais. Então nesse ritmo frenético poderia ler uns 4 livros curtos por noite. Se minha estante possui uns 200 livros, seriam mais ou menos 50 noites para ler tudo, talvez mais, pois alguns livros são bemmm grandinhos (né Game of thrones?).

Ou seja, em dois meses eu teria dominado o mundo dos meus livros. Que alegria!!!!Mas de repente me vejo fechando os olhos em cima do livro, deve ser por volta de uma hora da manhã e eu li apenas 1/4 do primeiro livro (e dormi algumas partes, vou precisar reler) e o meu desejo de dominar o mundo fica para o dia, ou melhor, para a noite seguinte. E isso se repete toda noite, sim, coitado de quem convive comigo. Acordo como o soneca da branca de neve e durmo como o pink e o cérebro.

E sim, essa frase está colada na parede do meu ateliê:

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Hoje vou falar difícil (só entenderá quem conhece o Nick)

http://www.papodecinema.com.br/artigos/top-10-nicholas-sparks
Hoje eu quero conversar com quem ama Savanah's, Noah's, Allie's, Landon's, Jonh's, Ronnie's,  que não se importa em morar na Carolina do Norte, que adoraria ter uma casa com varanda, cadeira de balanço e uma vista para o lago. Vou falar com quem vive de escolhas tentando ser o porto seguro de alguém, mas com uma longa jornada pela frente. Pretendo falar com quem já amou à primeira vista, vivenciou milagres e tem um amor para recordar. Quem escreve um diário de uma paixão sem esquecer de uma carta de amor. Quem dança com a vida como se essa fosse a última música.

Não é preciso ler todos os livros de Nicholas Sparks para perceber algumas semelhanças. Diversos livros têm mães chatas que entravam os relacionamentos, ou homens que fazem de tudo por suas donzelas, ou um ex que sempre aparece para atormentar a vida. Todos têm cadeiras de balanço, varandas e refeições super elaboradas, mesmo numa distante fazenda (alguns comem a refeição, outros não chegam nem na entrada), muitos vivem de segredos.

A maior parte dos livros de Nicholas nos levam às lágrimas, não sei se digo, mas vou dizer, muitos têm finais tristes. Então o leitor que adora uma história romântica, torce por Noah e Allie, por Jamie e Landon, mas já espera que algo trágico aconteça, o que leva o leitor a ter um (ou dois) pé (s) atrás com o Nic (meu amigo já). Tem leitor que desiste, tem leitor que fica com raiva, tem leitor que ama, mas ninguém fica indiferente(eu sou a que ama, que não desiste e que espera um final diferente quando relê um livro dele).

Adoro imaginar as cenas descritas, das lareiras, passando pelos passeios de barco pelos lagos até as cavalgadas ou passeios de bicicleta, mas o que mais gosto são as varandas, todas as conversas sérias, as decisões, as revelações, tudo acontece nas varandas do Nicholas. 

Se tudo se resolvesse numa varanda, a vida seria mais fácil. Mas para os personagens de Nicholas as varandas geralmente dão o impulso para uma mulher decidir abandonar o noivo e ficar com o dono da casa da varanda, serve para um homem conhecer a bela vizinha que se tornará sua esposa, serve para ler cartas e descobrir que sua vizinha nunca existiu, serve para ler poemas de amor que serão guardados para sempre. 

Não tem como não reparar nos elementos que são "cartas marcadas" do autor. Mas o que não falta em nenhum deles são declarações extremamente românticas, carinhos e afagos por muitos considerados exagerados. Seus romances Nic são como potes de onde escorre mel (como um diz uma amiga minha, é preciso colocar um balde embaixo do livro de tão meloso que é).

Nicholas: mesma fórmula, muitas semelhanças, diversos sentimentos, sempre cativante (para mim pelo menos).



quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Não preciso de muito para ser feliz, nem para escrever

Não preciso de muito para ser feliz, nem para escrever

Não preciso de muito para ser feliz, livros e chocolate é suficiente. Não preciso de muito para escrever: me dê um objeto de inspiração, qualquer coisa e eu me apego nele como se fosse o ser mais importante da minha vida e o transformo na minha história. Adoro fazer isso.

Olhe pra frente e me diga o que vê, posso falar de uma caneta, de uma janela, de um tapete, de uma bengala, por detrás de qualquer coisa que você falar, eu vou usar minha imaginação e inventar a mais linda história, ou mais trágica, ou mais cômica. Afinal, o escritor é o maior mentiroso que existe, talvez não mentiroso, mas o ser mais imaginativo, mais inventor, mais criativo.

https://oceudodia.files.wordpress.com/2011/03/wallpaper-de-janela-600x450.jpg
Então usarei todos os objetos acima narrados aleatoriamente para criar os três gêneros de história que citei. Escreverei tudo num curto espaço de tempo, vamos exercitar a escrita e, claro, a criatividade e a inspiração (que só me aparece de vez em quando).

Ela sempre acreditou nos contos de fada, esperava ansiosa na janela pelo rapaz que lhe roubasse o coração, como foi com rapunzel, branca de neve, cinderela. Ninguém lhe dava atenção, diziam que ia morrer velha e sozinha pendurada na janela. Mas ela nunca perdeu as esperanças. No entanto, nunca viu da janela ninguém que lhe dirigisse um olhar. Porém, cartas com declarações de amor chegavam à sua porta todos os dias, deixadas no tapete da entrada, escritas à mão, à caneta, para que as palavras não se apagassem no vento. Não sabia de onde o admirador lhe observava, mas todos os dias ele lhe elogiava de como estava bonita vestindo blusa branca, de cabelos presos ou de saia. Nunca parou para pensar que as pessoas da rua não podiam ver se usava saia ou calça, a janela era alta. Ela demorou a descobrir que quem lhe observava era o vizinho que a via por uma janela lateral. Foi aí que a história de contos de fadas se tornou realidade. Ninguém acreditava que isso pudesse realmente existir. Mas hoje os dois se sentam em frente à janela para observar os netos correndo na rua. Ambos apoiados cada qual em sua bengala agradecem à janela por sempre estar aberta, assim como o coração dos amantes.

______________

Sentada confortável na poltrona, ela vivia a vida olhando pela janela. Não vivia mais romances, mas se alegrava de ver pela janelas os jovens casais apaixonados. Não tinha família, apenas sua bengala encostada na poltrona lhe fazia companhia. A alegria de seus dias era escrever cartas. As palavras não tinham destinatário, mas não quer dizer que não tinham emoção. As cartas se encurtavam, não pela falta do que contar ao papel, mas pela tremulação das mãos que resistiam em segurar a caneta. Por vezes sofria ao ter que se abaixar e alcançar no chão a caneta que caíra, pelo menos se ali caísse de velhice, seria no tapete macio que o marido lhe deixou de lembrança. Lembrança, eis do que se vive a vida quando se é sozinho. Esperança eis o que se vê pela janela quando se está aberta para a vida. 

___________________

Ela viajou sem estudar nada, não sabia os costumes do local, mas decidiu que queria levar uma lembrança característica do lugar. Decidiu levar um tapete persa. Do hotel, observando pela janela, avistou diversos vendedores ambulantes com seus tapetes nos ombros. Como sua fisionomia deixava  claro que era turista, decidiu procurar por uma loja confiável que não fosse explorá-la. Chegou conversando com o vendedor como se entendesse tudo de tapetes, pechinchou, fez contas, pediu uma caneta para anotar os valores. Disse que voltaria mais tarde se decidisse por levar o tapete. Mas como ela não leu sobre os costumes do lugar, não sabia que voltar na loja com o preço de outro vendedor era extremamente rude, era falta de educação, não teve outra, foi expulsa da loja com cutucões de bengala do proprietário ancião. Passou a maior vergonha na praça e pior que não usava nem a burca para ter onde se esconder. Melhor estudar antes de viajar.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Tchau! Não quero mais saber de ti!

Fonte imagem: http://www.bloguito.com.br/
Essa é minha frase quando leio um livro muito bom ou um texto excelente que me faz dizer: queria ter escrito essa história, queria ter tido essa ideia antes! Daí fico louca da vida que não fui capaz de ter o click. Por isso, fico com raiva do autor, fico de mal com os personagens, fico de bico com o próprio texto. Quero mais é que todos se explodam! Fico tão chateada que digo que o texto nem é tão bom assim. Que contrassenso. Primeiro brava porque é muito bom, depois brava porque acho tudo péssimo. 

Essa sou eu: autora frustrada, que fica sentada, encostada no tronco da árvore esperando a maçã cair para dar o tão esperado insight. Como se a trama me viesse por uma maçã na cabeça, mas não sou Newton. Só me seria útil se eu fosse contar a história do bicho que vive dentro da maçã e fez o fruto cair podre no chão, ou então da menina que morava num lugar isolado e para se divertir atirava maçãs nas cabeças das pessoas que descansavam sob o pé das árvores.

Talvez por aí devesse seguir a história. A menina de apenas doze anos não tem amigos, não frequenta a escola, porque os pais decidiram ensinar-lhe em casa. Ela ajuda nas tarefas diárias, sabe tudo sobre o campo. Sua companhia corriqueira são os animais, seus jogos de videogame são as árvores espalhadas pelo campo, onde os galhos se curvam à sua ousadia, sua televisão é o rio refletindo os peixes que ela pesca. Ela é ligeira, sagaz, esperta.

Ela não tem com quem conversar, então quando alguém novo aparece só para cruzar o caminho entre uma cidade e outra, ela se põe a puxar papo, fazer amizade, começa com a maçã na cabeça, de forma a logo despertar a atenção do viajante. Não pensa na dor da pessoa, nem no incômodo, tampouco na artimanha chata que criou para receber atenção.

É o que ela tem para fazer. Como respostas ela recebe declarados "nãos" dos viajantes, ninguém quer perder tempo para falar com uma menina, ninguém quer explicar para ela como são as cidades que ela não conhece, como são as bibliotecas que ela não frequenta, nem como são as mulheres da alta sociedade.

A menina se aborrece por ser apenas uma menina e que pela estatura e idade é desprezada. Acha-se madura, mas seu comportamento na verdade afasta todo e qualquer cidadão que por ali procura descanso sob a árvore. A frase que ela mais ouve é "Tchau! Não quero mais saber de ti". 

E assim ela volta para o topo da árvore, recolhe suas maçãs espera outro viajante com quem talvez venha a compartilhar suas ideias, sugar suas informações, jogar maçãs e talvez inspirar uma história. Queria eu ter a sorte de sentar sob o pé dessa árvore e receber na cabeça a ingenuidade, autenticidade, alegria e vontade de viver dessa menina, quem sabe daí eu teria uma boa história para contar.

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Fênix: ressurgindo das prateleiras

Engraçado porque o título desse post veio num sonho. Acordei e falei: preciso escrever sobre meus livros "fênix". Acho que é o peso na consciência de ter abandonado a leitura de alguns livros pela metade. Uma das minhas regras (sim, eu tenho regras de leitura) é ler um livro até o fim (veja todas as regras clicando aqui). Mas infelizmente alguns foram atropelados pela pressa do relógio no caminho, pela leitura sobreposta de outro livro, pela falta de um dicionário do lado ou pela falta de paciência dessa que vos fala. 

Fui olhar a lista de abandono. Tenho vergonha de dizer que abandonei quatro livros. Na verdade cinco, mas tem um que não me cativou e nem faço questão de voltar a ler.
 

- O fantasma da Ópera: Gaston, meu querido, a adaptação da sua obra para o teatro no Brasil, em SP, foi esplêndida, sem comentários, o que me levou a procurar pelo livro. Encontrei uma forma fácil de lê-lo, por meio de um site que mandava trechos do livro todos os dias e durante cinco minutos eu entrava no mundo do fantasma. Mas daí o site saiu do ar interrompendo minha leitura diária (pelo menos "O diário de Anne Frank" eu consegui terminar de ler por meio desse site, só levou alguns meses). Bom depois achei "O fantasma da ópera" em PDF, já que é de domínio público e finalmente consegui terminar de ler (uma palma por favor! A salva guardem para quando eu terminar todos os abandonados)

- O mundo de Sofia: você ganha o livro quando está na sétima série e começa a ler, vê que só tem filosofia, o que nem entende direito o que é, então desiste. Você está na faculdade pensa em retomar "o mundo de Sofia", e para na metade porque o livro é muitooo grande. A história da menina é quase secundária, os relatos filosóficos tomam a maior parte das páginas. Pena que larguei.

- Orgulho e Preconceito: Sarcástico, cínico, Jane é mestre nisso. Como larguei? Não me pergunte. Na verdade a linguagem era rebuscada e a leitura trava um pouco, ao menos para mim. Talvez porque eu não esteja acostumada. Mas depois do filme não tem como não se interessar pelo livro.

- Guerra dos Tronos: vergonhaaaa, tenho os cinco volumes em casa há séculos e não terminei o primeiro ainda. A grossura do livro, o tamanho das páginas, os inúmeros personagens não podem ser desculpa para não terminá-lo. Tanto que constava na minha estante do skoob como LENDO, sim estou lendo há mais ou menos um ano e meio (queria agora ter aqui um daqueles smiles chorando de rir).

Então para justificar esse post, só quero dizer que vou retomar tais leituras e cumprir minhas regras, ainda que seja por formalismo, por birrice, por teimosia, para justificar o tempo que perdi/ganhei lendo metade de tais obras. Já finalizei "O fantasma da Ópera". Recomeçarei Orgulho e Preconceito daqui a alguns dias. Saberão quando terminei assim que surgir o post com resenha aqui (porque só faço as resenhas quando termino o livro, outra mania chata).

Também abondonei "A arte da imperfeição", mas o livro é tipo auto-ajuda, demorei pra deslanchar, apesar de o conteúdo ser bem apronfundado. Na verdade não encontro mais o meu exemplar e por isso não pretendo retomar a leitura dessa obra e também não me interessou a ponto de querer obrigatoriamente terminá-lo. 

Acho que todo mundo tem um livro fênix guardado que anseia por voltar a ler, mas daí vem a preguiça, vêm outros livros, vêm os filmes e por aí vai.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Não me responsabilizo pelos que cativo

Quem leu "O pequeno príncipe" de Antoine de Saint-Exupéry conhece a máxima Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. "Aquilo", leia-se também "pessoas". Venho matutando nessa frase, tão curta e com tamanho conteúdo.

Sim, já contei no blog que li o livro duas vezes, mas parece que apagamos da memória essas "frases de impacto" que na verdade deveriam permear toda nossa existência. 

Escrevo aqui porque estou me sentindo impotente, desleixada, sinto vergonha de não cuidar de quem cativei. Não consigo me dedicar a tais pessoas, dispensar a atenção necessária. Por isso o título do post, estou me sentindo irresponsável por aqueles que cativo.

Na minha festa de casamento meu pai disse uma frase: "que possamos cultivar e fortalecer mais nossos laços de amizade". E quanto me esforço pra fazer isso?

Pois bem, fazer amigos é fácil, conhecer pessoas é rápido. Agora cultivar amizades e profundos e verdadeiros laços de afeto, não é assim tão easy. Amizade dá trabalho, demanda tempo e atenção. Algumas pessoas exigem que você vá atrás. Existem pessoas que marcam nossas vidas, mas quanto valor damos a elas? Ou ainda pessoas que nos dão o maior valor e sequer lembramos delas no seu aniversário.

Quantas vidas marquei? Para quantas pessoas fui importante ou foram importantes para mim e quanto contato tenho com elas? De um ano para o outro esquecemos amigos que temos a certeza que levaríamos para uma vida toda se fosse possível. Mas é possível. Falo de amigos, mas penso que cativar alguém pode ser e é muito mais do que isso. É um sentimento diferente.

Cada de um nós cativa muitas pessoas durante a vida, mas quantas delas podemos chegar a falar abertamente de nosso sentimento de afeto, abraçar como o menino faz ali com a raposa? Sentir-se bem, sentir-se cativo, enlaçado por afeto, sentir-se responsável por tão nobre sentimento despertado em outra pessoa. É um dom, um poder.

Existem pessoas que gostamos tanto, mas vemos tão pouco. Assim o tempo nos consome e consome nossas amizades. Nos dias de hoje é mais fácil ser superficial, ser só "rede social", não nos responsabilizarmos por ninguém, não cativamos ninguém, não nos deixarmos ser cativados. É melhor afastar do que ter responsabilidade.

Que nossa irresponsabilidade de manter uma amizade não se sobreponha aos verdadeiros sentimentos de afeto, que possamos achar tempo no tempo que nos resta para cultivar o que cativamos.

Sentimento do momento: querendo abraçar, ao mesmo tempo, todos os que cativei até aqui. Haja braço centopeia.



quarta-feira, 8 de julho de 2015

Doação de livros - praticando o desapego


Nas campanhas de livros anteriores eu arrecadava exemplares de outras pessoas e no máximo três obras da minha estante e pronto. Dessa vez todos os livros doados saíram da minha linda mega super fofa estante. Sim, estou praticando o desapego, já expliquei nesse post! (Não, não é fácil).

Então mais 44 livros foram separados em busca de um lar, de um leitor, de alguém com imaginação. Depois de muito procurar por um café ou uma confeitaria para montar uma "mini biblioteca comunitária" (e sem sentir paz no coração), li a notícia de inauguração em maio de 2015 do AJAS - Ambulatório de Atendimento aos Adolescentes e Jovens Adultos, junto ao CEPON - Centro de Pesquisas Oncológicas de Santa Catarina, onde o foco é o diagnóstico, atendimento e tratamento de adolescentes de 15 anos a jovens de 29 anos com câncer. Se quiser saber mais do Ambulatório clique aqui

O lugar foi todo construído e decorado pensando no jovem, no seu acolhimento, em ele se sentir bem enquanto está lá se tratando. Além de paredes adesivadas, acesso à internet, videogame (que ainda será instalado), agora eles podem contar com livros de literatura.

Os títulos doados são justamente destinados ao público adolescente, são obras recém lançadas que certamente irão entreter os jovens durante os atendimentos, irão afastar a mente um pouco do tratamento trazendo distração, lazer e cultura. Os profissionais do local me receberam com muita simpatia. Realmente o lugar ficou lindo, aconchegante. Os livros foram entregues em 10/6/2015.

O livro tem capacidade para aguçar a imaginação, levar a cabeça para outros lugares, conhecer destinos. Ainda faz você conversar com pessoas sobre o que está lendo, faz surgir amizades. Espero que eles possam se entreter, se emocionar, se apaixonar pela leitura.

Esses foram os livros: 



LivroAutor
1SuperaçãoNick Vujicic
2Romeu ImortalStacey Jay
3Eu compro, sim!Pedro de Camargo
4Boneca de ossosHolly Black
5O grande IvanKatherine Applegate
6O reino secreto de ToddLouise Galveston
7Diário de um adolescente apaixonadoRafael Moreira
8Eu fico lokoChristian Figueiredo de Caldas
9Atrás do espelhoA. G. Howard
10O lado mais sombrio A. G. Howard
11Magisterium: O desafio de ferroHolly Black e Cassandra Clare
12Quando eu era JoeKeren David
13Bruxos e Bruxas - O BeijoJames Patterson
14Bruxos e Bruxas - O FogoJames Patterson
15Infinity Drake: os filhos da ScarlattiJohn Mcnally
16Collin Fischer Aschley Edward Miller e Zack Stentz
17Paperboy Pete Dexter
18Estou com sorteDouglas Edwards
19Bruxos e BruxasJames Patterson
20A menina mais fria de ColdtownHolly Black
21Maximum Ride - Projeto Angel James Patterson
22A cabanaWilliam P. Young
23Tudo o que ela sempre quisBarbara Freethy
24O amor mora ao ladoDebbie Macomber
25ApegadosAmir Levine e Rachel S.F. Heller
26Uma chance para recomeçarLisa Kleypas
27O teorema KatherineJohn Green
28A jornadaErin E. Moulton
29Beijada por um anjo 5Elizabeth Chandler
30Meu amor, meu bem, meu queridoDeb Caletti
31Anna e o beijo francêsStephanie Perkins
32Bem mais pertoSusane Colasanti
33Um lugar para ficarDeb Caletti
34Primeiro amorJames Patterson
35O momento mágicoJeffrey Zaslow
36Qual seu número?Karyn Bosnak
37Confissões de um turista profissionalKiko Nogueira
38O preço de uma liçãoFederico Devito e Gutti Mendonça
39Julieta ImortalStacey Jay
40As estranhas e belas mágoas de Ava LavenderLeslye Walton
41Histórias para aquecer o coraçãoJack Canfield
42Ladrão de AlmasAlma Katsu
43Refém da ObsessãoAlma Katsu

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Desfazendo-me de livros...

... não, nunca, jamais!! Era o que eu dizia até meses atrás. (Até falava que se minha casa pegasse fogo eu salvaria meus livros)

Dai comecei a olhar, fazer as contas. Tinha 253 livros em casa, muitos lidos, outros ainda não. E pensei que desperdício todos parados na estante. Empresto vários para amigos, mas não passam de vinte. Então os outros livros apenas enfeitam minha sala (e eu amo minha estante). 

Mas daí vi gente que gosta de ler desde os 14 anos e a mãe compra vários livros e pensei: tenho vários que ele vai gostar. Por que não incentivar um adolescente dessa idade a montar sua biblioteca particular também? Lá se vão 3 livros escolhidos por ele da minha estante.


Coincidentemente na mesma semana recebi uma mensagem perguntando se eu tinha livros para doar para uma adolescente de 13 anos acolhida no abrigo e que já leu todos os livros da casa (que também fizemos campanha). Simmmm! Óbvio, separei mais 7 livros, fiz marca páginas e cartãozinho de presente. Quem sabe assim a imaginação desperte nela sonhos antes nunca sonhados.
Livros com as caixinhas. Faltou o último, que escolhi depois.
Entonces 10 livros já se foram. Amo ler, amo comer, então porque então não unir as duas coisas e ainda incentivar a leitura? Decidi que levaria livros para lugar onde as pessoas pudessem comer e ler (coisa que eu procuro em Floripa). Tinha ideia de montar um minibiblioteca comunitária, várias amigas deram dicas de lugares. Em algum café da cidade.

Mas daí apareceram vários prós e contras e surgiu uma notícia de uma instituição inaugurando um espaço para jovens e adivinhem? Decidi que levaria meus livros para a tal instituição. Essa merece um post especial. 

Pois bem, buscando ser minimalista, gostando de me desapegar das coisas, estou aprendendo a me desapegar até dos livros, mas não das histórias, essas sempre seguem comigo. Quantas situações da vida eu não comparo aos livros ou sonho que um dia aconteçam como nos livros. Até que ponto isso é saudável? Não sei, mas sei que me desapego de livros, mas não me desapego dos personagens, dos romances, das alegrias, dos conflitos, da vida em si. 

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Bate-papo com personagens de livros: Rosie - Simplesmente Acontece

Inicialmente preciso registrar que talvez essa conversa seja um spoiler do livro (talvez sim, talvez não, mas... melhor avisar). Saiba como os personagens realmente são (na minha visão, óbeveo), mas se quiser ler apenas a resenha do livro: clique aqui.

É preciso muita paciência para lidar com Rosie enquanto você lê a história "Simplesmente Acontece". A personagem é encantadora quando não te irrita. Olha a cara de sofrida dela (cena do filme, mas a discussão é com a Rosie do livro). 

Porque diversas vezes tive vontade de agarrá-la pelos braços e sacudi-la e dizer: "Vai minha filha, vai atrás do seu melhor amigo, do amor da sua vida". Mas o que que ela faz? Senta e diz: "Não, ele não sente nada por mim, não vou me arriscar, não vou arriscar nossa amizade, tenho uma filha para cuidar, meu lugar é aqui, já sou velha, não tenho faculdade, não tenho uma profissão a altura dele, não sou modelo como as ex-namoradas dele".

É querida, então fica onde está e perde o seu happy ending. Enquanto ela não me ouve ela conhece Greg que se mostra um cara legal, atencioso, nada como Alex, mas fazer o que né? Se a vida lhe dá limões, você faz uma limonada, certo? Nãooooo Rosie, você procura a sua metade da laranja, corre atrás dela! 

Mas ok, ela não quis me ouvir, teimosa. Ela poderia escutar a amiga Ruby, que dava os mesmos conselhos que eu. Mas a Rosie não tira a cera do ouvido há um tempo né?

Rosie presta atenção: Se a amizade é boa, um relacionamento amoroso só pode ser perfeito. Vai dar tudo certo, ele ama a sua filha, afinal Alex é padrinho da criança. Ora, o que ficar esperando? Parece que Rosie quer se martirizar e eu não vou ficar aplaudindo essa sua atitude Rosie. Mas amiga, a vida passa rápido, não que você não possa ser feliz aos cinquenta anos de idade, mas porque não antecipar para os trinta anos hein?

Vem aqui bater um papo comigo Rosie! Vou te mostrar que se alguém de chamar de cavalo não ligue, se duas te chamarem preste atenção, se três te chamarem Rosie, vai e compra a sela. Ou seja, tua irmã já te falou, Ruby já disse e eu já te alertei para ir atrás do Alex. Compre a sela Rosie e cavalgue atrás da felicidade!

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Eu vivo um livro...

http://25.media.tumblr.com/tumblr_m0ulrbqAE71qhkbwao1_500.jpg
Às vezes eu penso que vivo um "Show de Truman" (filme), mas na versão literária. Eu estou vivendo minha própria história, escrita por alguém. Não sei quantos volumes a história terá, mas muita gente participa dela. Poderia falar em capítulos, mas além de ser muito clichê, acho que é muita história para pouco espaço. O enredo talvez já tenha chegado no seu ápice, mas o autor sempre quer contar um pouquinho mais. E o leitor aguarda ansiosamente.

Nas circunstâncias atuais, julgo que a história estaria mais ou menos no quinto volume. Sim, já passei a fase da adolescência (volume 1) e todos seus problemas como apêndices: escolha de profissão, supostos amores não correspondidos, mudança de cidades, morar com avós, distanciamento de amigos, decepções, faculdade.

Depois disso conheci o rapaz certo, demorou só 24 anos (dava para ter escrito mais uns três volumes nessa época). A história focou mais o tempo de conquista e ansiedade (volume 2) até que de fato ele me pedisse em namoro, sim porque não há mulher que comece a gostar de alguém que não pense logo em namoro, noivado, dia do casamento. Sim, mulheres = ansiedade.

A partir daí a história ficou meio em banho-maria, pois tudo estava bem, os programas de casais eram legais, não havia problemas maiores. Até a crise do "Será que vou casar?" (volume 3). Sim, depois de já ter conquistado o bofe, vem a fase de medo de ele não querer um compromisso sério (como se namorar ainda não fosse sério). Então veio o sonhado pedido, romântico como qualquer menina, adolescente, mulher, sonha em ter. São muitas páginas de imaginação, de sonhos, de desejos.

É aí que chega a fase bridezilla - noiva Gozilla para quem não ouviu falar - (volume 4), acompanhando todas as emoções e os perrengues de organizar um casamento. Como a noiva pode enlouquecer o noivo, como a mãe da noiva pode enlouquecê-la. Como tudo poder dar errado ou simplesmente tudo pode se resolver com uma ajudinha do noivo. Até que chega o dia tão esperado em que quase tudo dá certo, nenhuma madrinha tropeça na igreja, ninguém tira a roupa na festa, os noivos não perdem o avião. A lua-de-mel é surpreendente. E assim se encerra esse volume.

Pois agora vivo o volume 5, onde tudo parece perfeito que tenho que achar pequenos problemas para continuar a narrar o enredo da vida. Uma máquina de lavar roupas que estraga, as goteiras na casa, as conversas sobre ter ou não ter filhos, mudar de perspectiva de vida, estudar para concurso ou escrever um livro, viajar ao redor do mundo e largar tudo. Pequenas reflexões que ainda não encerram esse volume. 

Mas sei que um dia um volume distante vai encerrar minha história, só espero demore muitas páginas para chegar. Assim eu posso narrar muitos ápices de felicidade, deixar muitos leitores em banho-maria e ao final agradecer por ter vivido a história da vida, da minha vida, que não passa de um ensaio, de um esboço de livro, até o dia em que eu for pro céu, aí a série de livros estará finalizada e publicada. 




quarta-feira, 22 de abril de 2015

O livro nosso de cada dia...

(Em homenagem ao Dia Mundial do Livro: 23 de abril)

Todo dia quero ler. Mas tem dias que acordo com vontade de ler outros livros, não aquele que eu estava lendo ontem, que está na minha bolsa ou na cabeceira da cama, ainda que já esteja nas últimas páginas.

Esses dias acordei com uma vontade louca de ler um suspense da Agatha Christie (tipo "O caso dos dez negrinhos"), acho que até sonhei com livros dela. Tem dias que só penso em romances de guerra (minha fixação do momento - estilo "A garota que você deixou para trás" de Jojo Moyes). Outros dias quero aquele romance bobo, tipo chick-lit, de preferência que possa ser lido numa sentada só (tipo esse).

Esses tempos quis retomar Guerra dos Tronos, voltar àquela disputa por reinos, maldade, váriosss personagens (mas essa vontade passou logo, pena, gostaria de terminar a coleção, já que comprei né. Até porque quero ver a série depois).

Daí outros dias quer ler um livro bem adolescente, onde a história não é profunda, o autor não narra muitos detalhes, parece até superficial, mas também me agrada.

Tem vezes que me desespero quando vejo que tenho um livro emprestado e não li ainda vergonha e preciso devolver situação chata né, mas daí penso que vai ser minha próxima leitura (mas geralmente não acaba sendo).

Pior, tem dias que quero ler um livro que não tenho, continuação de outros, ou livros de algum autor que eu goste. Mas daí lembro que tenho milhões de livros não lidos em casa e preciso dar preferência a eles. Até porque já não tem muito espaço na minha estante e se comprar livros novos todo mês vou à falência.

Tem dias que simplesmente paro na frente da minha mini biblioteca e fico admirando os livros que ainda não li. Penso em escolher um, mas sinto que os outros vão ficar magoados. Ainda que eu tenha essa vontade de ler um livro diferente por dia, não pego nenhum. Porque no dia seguinte a vontade será de um gênero diferente e aquele livro ficaria inacabado (e isso eu não faço - uma regra minha de leitura - sim, tenho regras - clique aqui).

Minha adorável estante.
As quatro últimas prateleiras
ainda não foram lidas
No fim, tento ler apenas um livro por vez, ele vai junto na bolsa, no carro, na cama, no banheiro (sim Nina, porque são meus, eu posso hahaha). E a estante continua lá, passo por ela todos os dias, dou uma espiadinha, puxo um livro, digo que um dia ele será o premiado da vez.

** clique nas palavras sublinhadas para acessar os links e descubra de quais livros eu estava falando.