Compre na Amazon com meu link

Mostrando postagens com marcador Histórico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Histórico. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A mulher de trinta anos - Honoré de Balzac



Título: A mulher de trinta anos
Páginas: 224 (Editora L&PM Pocket)
Ano: edição 2001
Adaptação em filme: (X) Não
Tempo de leitura: 4 dias
Mais informações sobre o livro: A mulher de 30 anos

Às vésperas de fazer 31 anos, preciso falar de "A mulher de 30 anos".

Interessantíssimo o livro. Pode-se dizer que é a obra mais conhecida de Honoré de Balzac. Foi escrito em 1832, mas engraçado como pode ainda ser atual. O título, unido ao sobrenome do autor, deu origem à expressão "mulher balzaquiana", aquela mulher que chega aos 30 anos de idade, supostamente idade em que se reinventa, se descobre, se estabelece, amadurece. Sim, cheguei aos 30 e ganhei o livro de presente.

É a história de Julie, jovem e bela que se vê apaixonada por um soldado, deseja imensamente desposá-lo, mesmo contra as orientações do pai. Um ano depois Julie se apresenta como uma mulher arrependida, relata o sofrimento psíquico que vive com um homem que se mostra frio, indiferente ao casamento, totalmente alheio às expectativas dela.

Vivendo um casamento enfadonho ela conhece um jovem que lhe atrai não só olhar como a mente, e que parece compreendê-la bem melhor que o marido. Até mesmo a presença da filha no mesmo ambiente não impede Julie do flerte. Mas nem aí Julie parecer ter sorte no amor.

Não posso contar mais para não ser spoiler, mas digo que Julie viveu amargamente um casamento falido, sonhou com um amante impossível, criou filhos que se perderam, se afundou na tristeza de ver a família se desfazer e de não se sentir completa na vida. O auge dela seria os 30 anos, onde já compreendia bem a vida.

Por vezes a trama se mostra confusa, porquanto se tratam de diversos fragmentos da história, publicados em folhetins e que depois foram reunidos dando origem à obra. A vida inteira de Julie é descrita no livro, desde sua intenção de casar, até quando uma de suas filhas decide ter o mesmo destino de casar-se. 

É um livro denso de ser lido, a leitura trava em certos momentos, é preciso estar atento aos nomes dos personsagens, cenários e tempos para não se perder. Personagens secundários ganham destaque.
A edição de bolso facilita levá-lo para qualquer canto.

Algumas frases pontuais do livros são tão verdadeiras e cheias de conteúdo e sentido, que precisavam ser reproduzidas aqui.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

O álbum - Timothy Lewis

Título: O álbum
Autor: Timothy Lewis
Páginas: 240 (Editora Novo Conceito) 
Ano: 2015
Adaptação em filme: (X) Não 
Tempo de leitura: 1 mês (porque li em ebook no celular)
Mais informações sobre o livro: O álbum

É preciso prestar atenção desde o início da trama, pois se passa em dois tempos. 

No presente temos Adam, negociante de objetos antigos, que encontra um álbum contendo cartões postais escritos por um homem para usa esposa. Separado há algum tempo, Adam ainda acredita no amor verdadeiro, mas sem entender porque se divorciou, vai atrás do segredo desse casal.

No passado, a história do casal dos cartões postais, que começa em 1926. Ele: Gabe; ela: Huck (na verdade esse é seu apelido, o nome é Pearl). Eles se conheceram quando ele trabalhava numa peixaria, ele a atendeu fazendo gracinhas. Ela era sagaz e não deixava barato. Além disso, Huck tinha noivo, considerado o pretendente ideal pela família dela. Apesar dos empecilhos e desencontros, um não tirava o outro da cabeça. Até que um encontro do acaso os reúne: Gabe e Huck, Huck e Gabe.

Bastou uma noite e uma madrugada para que os dois se apaixonassem. Quem não deixa barato agora é o tal noivo. O novo casal decide enfrentar tudo e todos. É apaixonante ver como os dois se relacionam. Sou obrigada a contar que o romance vai longe, cerca de sessenta anos, e desde o casamento deles, toda sexta-feira Gabe escreve um cartão postal com poemas para Huck. Não atrasa nunca. 

É nesse ritmo melodioso que a trama se desenvolve mostrando o relacionamento e dificuldades do casal. Não é o casal perfeito, passa por dramas como qualquer família, mas é um casal que se ama e assim supera tudo da melhor forma. A união deles é linda de se ver (na minha imaginação). 

A diagramação do livro é bela, os poemas escritos por Gabe ganham destaque especial. A capa também me atraiu bastante. 

Destaco que a leitura travou um pouco diante da existência de tantos personagens e em razão das narrações intercaladas no tempo presente e no tempo passado, o que me decepcionou um pouco com o livro, mas quando pega o fio da meada, vai que vai. Eu me arrisco a dizer que poderia ser apenas a história de Gabe e Huck, acho que não sentiria tanta falta de Adam, mas quem sou eu pra meter o bedelho na história alheia certo?!

Têm trechos lindos e românticos como esses: 

Um sorriso de mulher é um presente, Charlie. O presente mais lindo que um homem pode ganhar (p. 25).

Aquela força é a esperança, a base de nossas almas.
A esperança já venceu guerras, erradicou doenças. No espírito humano insaciável, a esperança é o fogo (fl. 218).

E preciso registrar um dos poemas de Gabe para Huck, um dos que mais gostei:
Nesta última sexta do rimar, 
Seu marido nem pode contar
Quantos abraços te daria
Sob mais um céu estrelado.
Mas a vida é curta para amar,
E nos portões do céu vou te esperar,
Pois, sem você, eu jamais seria
E para sempre serei seu amado.
Para sempre.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

O Fantasma da Ópera - Gaston Leroux

Título: O Fantasma da Ópera
 Autor:Gaston Leroux
Páginas: 336 (Editora L&PM) 
Ano: 1909 (edição lida 2013)
Adaptação em filme: (X) Sim (e teatro também)
Tempo de leitura: meses (intercalando com outros livros)
Mais informações sobre o livro: O fantasma da ópera

Difícil falar dessa obra. Uma peça de teatro. Diversos personagens intercalando no diálogo, cantando juntos. Presta-se muita atenção ou perde-se o raciocínio. 

Um teatro famoso começa a ter seu elenco, digamos, arrebatado. Coisas estranhas e misteriosas acontecem não só no palco como nos bastidores do anfiteatro. Pessoas desaparecem e reaparecem, ou morrem.

Bilhetes misteriosos surgem destinados aos proprietários do teatro e cada exigência descrita no bilhete caso seja negada irá ensejar uma nova surpresa, sempre desagradável. É o embate entre o fantasma da ópera e todos os demais.

O camarote n. 5 deve sempre ficar vazio a sua espera. Ele se apaixona pela atriz Christine, quer que ela seja a estrela da noite no lugar de Carlotta. Muitos discordam, mas devem cuidar para que os desejos do fantasma não sejam contrariados. Raul luta pelo amor de Christine.

Onde vive o fantasma? Por que vive sorrateiramente? É um anjo ou um fantasma? Essa pergunta permeia todo o enredo, sendo pronunciada por diversos personagens. São coros, personagens, tudo num musical, o que às vezes dificulta a interpretação da história. Reforço: necessária atenção e persistência.

O fantasma da ópera só deseja ter para si aquela bela atriz e com ela viver nas corredeiras do subsolo do teatro. 

Já vi a peça em São Paulo e não consigo descrever quão magnífica foi. Também me impressionou por ser a primeira da Broadway que assisti na versão brasileira, então o impacto foi muito maior. Os detalhes, as falas, os efeitos especiais são de deixar de queixo caído.

Gostei bastante do livro e a peça leva ao realismo tudo aquilo que não conseguimos visualizar na mente durante a leitura. É um clássico muito admirado. Eu havia iniciado a leitura e depois abandonado. Feliz de ter retomado e finalizado.

quarta-feira, 25 de março de 2015

A garota que você deixou para trás - Jojo Moyes

Título: A garota que você deixou para trás
Autora: Jojo Moyes
Páginas: 384 (Editora Intrínseca)
Ano: 2014
Adaptação em filme: (X) Não
Tempo de leitura: 17 dias
Mais informações sobre o livro no site da Editora: A garota

Um livro para se prender, se emocionar, se impressionar com a profundidade de amor entre um casal e a profundidade de maldade do ser humano. A autora tem um modo de escrita excelente, onde a leitura flui de maneira imperceptível. Jojo tem a capacidade de arraigar o leitor na trama e fazer com que se sinta parte, sentindo as dores e amores dos personagens. 

A parte histórica e rica em detalhes do tempo da Primeira Guerra Mundial chama a atenção, faz compreender o suplício que foi para alguns simplesmente sobreviver em vez de viver, mostra que o homem, por poder, pode desprezar outro ser humano de diversas formas. Deixa claro que a vida pode se perder como um fio de cabelo.

O livro é dividido em duas partes, são duas histórias que se encontram. Sophie vive na França durante a Primeira Guerra Mundial e sofre as brutalidades do povo alemão enquanto seu marido está no front. Ela se vê obrigada a cuidar do irmão, da irmã, dos sobrinhos e de um pequeno hotel, isso em tempos de miséria, onde a comida é tão escassa que um pão velho e mofado é considerado banquete.

A esperança que faz Sophie levantar todos os dias da cama é a volta de seu marido. Enquanto isso, ela admira seu retrato pintado por seu marido Édouard. O quadro está pendurado no hotel, pois Sophie, apesar de tudo, é impetuosa e arrisca ter seu quadro tomado pelos alemães. A obra chama a atenção do comandante alemão que, por imposição, janta todos os dias no hotel de Sophie. Ele fica obcecado pelo retrato, ou pela própria Sophie. Ela precisa sopesar o que é mais importante para ela nesse tempo de Guerra. Mas uma coisa é certa, o amor dela por Édouard não tem limites.

A segunda história é contada nos dias atuais. Liv ainda vive o luto por perder o marido há quatro anos e agora vive sozinha numa casa enorme e está afundada em dívidas. Sua lembrança do marido: um quadro de uma mulher ruiva com expressão forte, segura de si, intensa [impressões minhas], que seu marido lhe comprou como presente de casamento. Olhar para o quadro todos os dias a faz lembrar do marido e de como ele a via: a mulher arrebatadora do quadro. No entanto, esse quadro se tornou objeto de uma ação de restituição da família do artista. Liv corre o risco de perder tudo que a faz lembrar do marido. A história de Sophie pode mudar a história de Liv, seus conceitos, sua perspectiva de vida.

No ápice dos infortúnios Liv conhece Paul, numa situação inusitada. O destino os laça no que parece  uma brincadeira de mau gosto. Liv precisa decidir o que é mais importante em sua vida agora, as lembranças do marido, sua vida ou as memórias de Sophie. O que liga as duas histórias de Sophie e Liv é o quadro.

Simplesmente encantador, para quem gosta de romances em época de guerras, é perfeito. Entrou para a lista dos meus livros favoritos. A autora eu já tinha em alta conta por "A última carta de amor" (já resenhada aqui no blog).

Como sempre, destaco um trecho romântico que serve para qualquer casal e poderia servir em qualquer época, se pensar que todos vivemos lutas para manter o amor:

"Saiba, minha querida, que marco cada dia, não do mesmo modo que meus companheiros, grato por ter sido mais um a ter sobrevivido, mas agradecendo a Deus pelo fato de cada um significar que seguramente devo estar vinte e quatro horas mais perto de voltar para você" (p.67)


quarta-feira, 10 de abril de 2013

O diário de Anne Frank - Anne Frank

Devo ler (X) Sim
Adaptação em filme (X) Sim (muito antigo)
Tempo de leitura: 7 meses

Para quem queria ser escritora sem prestensão de sê-lo: "Apetece-me escrever e quero aliviar o meu coração de todos os pesos".

Uma história densa, um livro repleto de sentimentos, história, medos, transcritos pelos versos de uma adolescente muito madura para sua época. Anne foi "mergulhada" como chamavam os judeus que se escondiam dos nazistas.

Numa casa duas famílias reunidas, escondidas por mais de ano. Os movimentos são leves, a comida escassa, as conversas contidas, os pensamentos ao longe. A esperança alimenta mais que qualquer comida e a vontade de voltar a viver fora de quatro paredes fazem Anne planejar um futuro.As lembranças de Anne antes de 'mergulhar' já são remotas.

Sobre a situação vivida, apesar da tenra idade, Anne consegue vislumbrar a situação perfeitamente. "Tenho medo ao pensar em todas as pessoas às quais tanta coisa me liga e ao lembrar-me de que estão entregues aos mais cruéis carrascos que a história dos homens já conheceu. E tudo isto só por serem judeus!"

O consolo da jovem vem nas páginas do diário que escreve com uma linguagem extremamente rebuscada para sua idade: "Para qualquer pessoa que se sinta só ou infeliz, ou que esteja preocupada, o melhor remédio é sair para o ar livre, ir para qualquer parte, onde possa estar só com o céu e com a natureza, e com Deus. Então compreende que tudo é como deve ser e que Deus quer ver os homens felizes no meio da natureza, simples e bela. Enquanto assim for-e julgo que será sempre assim-sei que há uma consolação para todas as dores e em todas as circunstâncias. Creio que a natureza alivia os sofrimentos. Talvez eu possa, em breve, partilhar esta felicidade suprema com alguém que sinta as coisas como eu. [...] Ao olhar lá para fora e ao reconhecer Deus na natureza, senti-me feliz, apenas feliz".

Eis a profundidade com a qual uma mera adolescente conhece da vida, só lendo "O diário de Anne Frank" para compreender o que Anne e os demais judeus passaram, sofreram ou viveram.

Não há como não extrair pelo menos uma lição da obra: liberdade vale o céu. "Enquanto puderes erguer os olhos para o céu, sem medo, saberás que tens o coração puro, e isto significa felicidade".


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Marina - Carlos Luiz Zafón

Devo ler (X) Sim
Adaptação em filme (X) Não
Tempo de leitura: 4 dias
Páginas: 189 (Editora Objetiva)

"O enigmático sorriso continuava a dançar nos lábios de Marina" (p. 24).

Afinal que presente melhor para ganhar de aniversário do que um livro cujo título é o seu nome? Amei, mas fui avisada que talvez a protagonista fosse maldosa! Mas não era. Vou lhes contar.

Fiquei encatada com o início do livro, pois Óscar, de 15 anos, vive num internato em Barcelona e tem como maior diversão passear pelas ruas sombrias e abandonas da velha cidade.

A riqueza de detalhes dos lugares fez minha imaginação fluir tanto que parecia que estava assistindo um filme. O começo me recorda muito o filme "O jardim secreto", que eu amava.

Retomando a história, Óscar num desses passeios encontra uma mansão supostamente abandonada e uma música lhe chama a atenção, a voz é divina. Primeiro mistério: Marina. A garota de 16 anos órfã de mãe, que cuida do pai doente, tem como melhor amigo um gato e gosta de passeios pelo cemitério.

Ao se conhecerem se tornam amigos inseparáveis. Até aí tudo bem. Mas já aviso são praticamente duas histórias: Marina e Óscar X caso misterioso que eles investigam. A dupla investiga um caso não solucionado pela polícia e por isso se tornam alvo do(s) assassino(s) não vou contar quem é. Tudo começa com os jovens seguindo uma mulher no cemitério. Depois descobre-se que ela era esposa de um homem maluco que buscava reconstruir os membros das pessoas, mas que se deixou levar pela ambição, beleza e dinheiro, Kolvenik.

Por causa dessa loucura muitos assassinatos ocorrem. Lugares sombrios escondem marionetes que ganham vida e chegam a dar medo no leitor. Estufas, teatros e esgotos são palco dessa narrativa. Personagens secundários ganham destaque: o médico Shelley, a esposa do louco, Eva, o policial Flórian, o pai de Marina, Gérman.

Fora todo mistério, investigação, quiçá terror, há um fundo de romance e foram as partes que mais gostei do livro. Em alguns momentos me identifiquei com Marina, seu jeito, seus gostos, seus mistérios. Algumas frases destacadas:

"O cheiro de mar era intenso e uma brisa com gosto de sal penteava a costa. O olhar de Marina se perdeu no horizonte de prata e bruma. - Este é o meu lugar favorito no mundo - disse" (p. 67).

"Marina nunca me pareceu mais linda do que naqueles últimos dias no casarão de Sarriá. [...] Até os olhos estavam mais luminosos. Eu mal saía daquele quarto. Queria saborear cada hora, cada minuto que me restava a seu lado. Muitas vezes, passávamos horas abraçados sem dizer nada, sem nos movermos. Certa noite, era uma quinta-feira, Marina me beijou na boca e sussurou no meu ouvido que me amava e que, não importa o que acontecesse, me amaria para sempre" (p. 187).

"Marina, você levou todas as respostas consigo" (p. 189).

Alguns detalhes do livro que adorei: O nome Marina é repetido diversas vezes no livro, óbvio, mas adoro ouvir meu nome (tá para mim é como se um livro falasse). Marina tem cabelos claros e quer ser escritora (ops, já contei). Sem contar que Óscar baba por  Marina durante a história inteira, quisera eu ter esse poder.

Não é um romance meloso, mas é uma história que intriga, cativa e prende o leitor, que se vê desejoso de resolver os assassinatos! Um estilo diferente, mas que vale a pena.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Paixão Índia - Javier Moro

Devo ler (X) Sim
Adaptação em filme (X) Não (mas ouvi falar que se será feito o filme)
Tempo de leitura: 3 meses (livro denso e lido depois que voltei a trabalhar e estudar para concurso)
Páginas: (Editora Planeta)

O livro é escrito por um jornalista que investigou a vida a Princesa de Kapurthala. Já adianto que o livro tem mais narrativa que diálogos, portanto, não é meu tipo preferido (demora mais para ler hehehe)

A história da princesa de Karpurthala, a encantadora história de uma adolescente espanhola que se tornou uma princesa indiana.

Corte, elogios e agrados é pouco para descrever o que o rajá faz pela pela princesa para conquistá-la. O rajá conhece Anita como dançarina, apaixona-se, e oferece um dote para com ela se casar.

Aceita a proposta, ela é enviada à França para aprender em meses tudo o que o rajá preza numa mulher. Aprende francês, aulas de piano, equitação, tênis. E claro, tudo sobre o protocolo, sim, aprender a se comportar, vestir, comer como uma princesa.

Num encontro com ele durante esse período, ela já entrega, afinal também está apaixonada. Conseqüências dessa noite, só lendo o livro.

Chega então o momento de mudar-se para Kapurthala. Uma cultura totalmente diferente, costumes que parecem grotescos, mas ela será uma princesa, por isso não precisa se preocupar, será muito bem tratada (pelo marido e criados), como nunca imaginara na vida. Mas os indianos não a reconhecem como princesa de Kapurthala porque ela não é indiana. Muitos aliados políticos se afastam do rajá por conta disso.

Detalhe: o rajá já tinha outras tantas mulheres e concumbinas, Anita não estava habituada com esses costumes. Mas ela é especial, a menina dos olhos do rajá.

Engraçado, porque quando você lê um livro todas as cenas são imaginadas como você quer. Mas o livro tem algumas imagens (que olhei antes de começar a ler) e aí o rajá que para mim era lindo, alto, esbelto, tornou-se naquele homem “diferente”, robusto, corpulento.

Contudo, a história fica boa mesmo mais no final. O rajá tem muitas mulheres, Anita vai se sentindo sozinha... O rajá tem outros filhos com outras esposas... Na Índia, o homem pode ter outras mulheres, mas a mulher não pode ter outros homens (Só uma dica do que acontece no livro). Foi um escândalo para os indianos. Não sei dizer se no final da vida Anita se arrependeu ou não de sua escolha de se mudar para a Índia.

Mas fora isso, é um romance cercado por cultura e com detalhes sobre a Índia, termos indianos, para quem gosta de conhecer outros países por meio de livros e romances, este é ótimo!